Terça-feira, 6 de Novembro de 2018

Sporting

Sporting. Eu bem tento largá-lo, mas ele não me deixa. Como diria Marilyn Manson, I hate drugs but drugs love me. O que me leva a crer que sou um pouco apatetado. Sim, o leão continua tatuado no meu coração.

 

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As razões para não querer ligar ao fenómeno são mais que nunca: Então, temos um presidente que prometia tanto, mas que afinal vai navegando a onda de lenços brancos? Mais um que troca de treinador duas vezes por época... Já estávamos esquecidos desse modelo noventista, mas já vi que é para lá que vamos de novo.

Peseiro aceitou péssimas condições de braços abertos, num momento para lá de difícil, no auge de uma crise sem fim à vista, com alto sentido de missão e profissionalismo. Reconstruiu uma equipa a partir de rabiscos, com os melhores jogadores permanentemente lesionados desde o começo da época, mas acaba despedido na mesma, numa demonstração de quase unânime ingratidão! Fez-me lembrar a indecência que fizeram com Marco Silva, mas preferimos ficar pela memória curta.

O senhor que se segue, independentemente das suas competências, é um respeitável desconhecido que não conhece o futebol português e, no clube de referência que treinou pela última vez, foi despedido ao fim de cinco meses. Mais ao menos o mesmo que Peseiro. Será que desta vez aguenta tanto tempo?

Finalmente, e talvez o mais importante, os adeptos, motor do clube que, por muito que percam ou ganhem, não percebem que assobiar, atirar pedras, dizer palavrões, gritar e esbracejar não faz melhorar o jogo da equipa. Muito antes pelo contrário. Desmembram-na e encolhem-na.

 

Durante muito tempo os adeptos sportinguistas se queixaram dos roubos de campeonatos. E com razão. Não convivi com as mãozinhas malandras do Estado Novo, que era miúdo. Disso só ouvi falar. Mas não estou esquecido do pintodacostismo dos anos oitenta e dos campeonatos em catadupa adulterados por apitos. Ainda melhor me lembro da hegemonia dos media e Conselho de Arbitragem avermelhados dos últimos dez anos. Por isso me lembro de pelo menos três campeonatos que o SCP devia, sim, devia ter ganho.

Mas os sportinguistas mudaram. Tristemente, agora é só isso que os adeptos querem: já não é empunhar o "caneco", mas sim roubar o tacho. Acham-se na autoridade de ter a mesma atitude que criticaram durante décadas.

 

Se há coisa que me desgosta numa poesia tão bela como o futebol, é precisamente essa nauseante falta de fair-play vigente que tudo atropela. O Sporting perdeu-se a partir de dentro. Logo, o futebol perdeu tudo.


Leão Perplexo às 21:45
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