Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019

A Voz do Trovão

Foi ontem de madrugada. Deviam ser cerca das duas da manhã, quando, sem mais nuvens ou outros anúncios extraordinários de precipitação, que acordei com um trovão que foi, seguramente, o maior que já ouvi.

O sono devia estar leve naquele momento. Acordei rapidamente, muito a tempo de o ouvir todo. Uma enorme explosão. O seu eco, de poder glorioso, permaneceu abanando toda a minha casa durante uns vinte segundos. Juro.

O mais impossível, além de todo aquele som irreproduzível pela Marvel às mãos de Thor, foi a junção do absoluto silêncio em que se deu, como um aviso divino, fazendo uma apresentação em contraste com todos os ruídos do dia-a-dia. Tive a sensação de estar, por momentos, na presença de Deus, dizendo-me que tivesse atenção à vida. Aquele local e tempo de encontro foram escolhidos e nada pude fazer para o evitar, mesmo que quisesse. Uma sarça ardente. Uma escada, com anjos subindo e descendo. Uma visão, com cordeiros alvos, serafins e sêlos de livros por abrir.


publicado por Leão Perplexo às 08:37
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