Sábado, 28 de Julho de 2018

Ética na Política

"Não há nada de reprovável na minha conduta" - Defende Ricardo Robles.

( http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/nao-ha-nada-de-reprovavel-na-minha-conduta-defende-ricardo-robles-338852 )

 

Detesto partidos. Depois de algumas décadas analisando, esmifrando ciclos políticos, ouvindo sessões da AR e vendo os resultados das suas existências, desisti. Não os aguento mais. Pior: não acredito. No fim do dia, lá no fundo, no fundo, são todos iguais num objectivo em comum, independentemente da ala de onde têm origem: o Poder e daí, a um nível mais básico e opaco, os seus bolsos. Por isso, da vulgaridade, incoerência e falta da ética constante me perderam.

E quanto mais à esquerda, maior o pavonear duma moral que não se tem. Legislando consciências e emoções, como se não houvessem outros, diferentes, assim como outras consciências e emoções.

Portanto, quando explode um caso como este, em que toda a Direita cai em cima de um vereador de Esquerda, supostamente avesso ao capital, ao privado e a especulações; mas sim amigo solidário com o povo oprimido, acontece o inevitável: O Bloco de Esquerda colapsa pela falta de hábito em ser o centro das críticas, goleado no seu terreno moralista sem capacidade de conta-ataque; e a direita faz figura de ursa, invejosa de não fazer tão bons negócios e criticando aquilo para que vive, numa demonstração de visível e indecorosa hipocrisia.

Quanto a Robles, se não pisou os calos da lei, não vejo de que lhe apontem. Se Louçã tem de lhe puxar as orelhas por traição à cartilha trotsquista, se Catarina Martins tem de coordenar a sua demisão ou rever o novo status do partido, é problema da sua coutada. Porque se as notícias estão certas, Robles apenas fez o óbvio: ganhar dinheiro à sombra da lei. A mesma lei, filha de todos eles, que tudo fazem para não legislar aquilo que agora se critica.


Leão Perplexo às 08:35
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3 bitaites:
De Zé das Banans a 28 de Julho de 2018 às 11:43
Leãozinho, não foste ao centro da questão! :D

1. Como é que alguém que declara ter rendimentos anuais de 21.000 euros consegue um empréstimo de meio milhão na CGD? (pode ser perfeitamente legal)

2. Como é que alguem, num inferno burocrático que são as câmaras, consegue aprovar um andar a mais NAQUELE prédio, NAQUELE local, NUM ano apenas e justamente NA CML?



De Kruzes Kanhoto a 28 de Julho de 2018 às 15:40
Independentemente de tudo o que se queira condenar neste caso – e poderá haver ou não, dependendo do ponto de vista – há uma coisa em que ninguém repara. O Estado e as câmaras municipais enchem os cofres à conta deste tipo de negócios. E, principalmente, de quem arrisca o “seu” e no final se vê roubado de parte significativa daquilo que lhe pertence.


De João Leal a 30 de Julho de 2018 às 12:32
Embora perceba a tua vontade, ou necessidade, de equilibrar os maus comportamentos para que todos pareçam iguais neste caso, não me parece que a direita tenha tido o desempenho que referes.


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